

QUAL O LIMITE DA LIBERDADE
O conceito de liberdade é algo que acompanha obrigatoriamente gerações. Define-se
claramente como um conjunto de valores, assentados numa dinâmica de direitos e de deveres
perante uma sociedade que garante essa mesma liberdade e a sua manutenção.
Nos dias que correm, esse mesmo conceito de liberdade assume valores claramente distintos
dos das gerações que nos antecederam, caminhando gradualmente para um estado de
espírito que lentamente irá substituir a luta pela liberdade por um estado global de banalização
de valores que certamente terá consequências desastrosas no futuro.
No passado, uma geração lutou incansavelmente por valores primários e direitos intrínsecos da
individualidade humana como o direito de expressão livre e de participação cívica activa
delegada automaticamente a cada cidadão, sem qualquer tipo de seriação ou entrave
delegado à sua posição ideológica ou pessoal sobre determinado assunto. Uma geração que
lutou pela defesa de valores nobres que moldaram uma época riquíssima de discussão política.
Hoje assistimos ao desenvolvimento de uma padrão social que contraria drasticamente os
valores que a liberdade um dia tentou defender.
A geração que hoje desponta é fruto dessa mesma liberdade, e infelizmente não apresenta os
mesmos índices de motivação e interesse pela actividade e participação cívica, muito por
culpa dos limites que a sociedade nunca conseguiu impor à liberdade.
Hoje questionamos diariamente o porquê do afastamento da população da actividade
política, sem conseguir ter abertura mental suficiente para chegar à conclusão que a culpa é
dessa mesma liberdade que nunca soube ser consolidada e principalmente educada.
É um facto assinalado que a geração à qual pertenço não dispõe de grandes ambições morais
nem educativas, mas é igualmente um facto que é a própria sociedade que a transforma
numa geração com um défice de valores nunca dantes visto.
Cada vez mais as famílias abdicam do papel educador e moral que outrora era instalado,
muito por culpa do ritmo avassalador e do tempo que as suas carreiras profissionais lhes
ocupam, confiando cegamente que é a sociedade que terá de assumir esse papel, sendo hoje
os resultados desse sistema já bastante visíveis.
Como queremos que se forme e eduque uma geração de excelência se os limites da liberdade
são violados até nas escolas, que a par da família são uma base fundamental para o
desenvolvimento de uma juventude altamente capacitada? Algo está drasticamente errado, e
o mais alarmante é que continua a ser constantemente promovido e até aclamado por alguns.
Se por exemplo, um professor repreender um aluno que ultrapassa a barreira do limite da sua
liberdade, corre o risco de ser maltratado verbalmente, e por vezes até fisicamente, muitas
vezes pelos próprios pais dos alunos. Tudo isto para alguns parece normal e até aplaudível, mas
enquanto não se estabelecerem limites para a liberdade, a sociedade em que vivemos sofrerá
dramaticamente um abalo que dificilmente poderá ser corrigido no futuro.
Os apelos ao desrespeito e à falta de competência já são demasiado implantados e
normalizados no meio de cada um de nós que já desistimos por vezes de assumir uma posição
de revolta. Se anteriormente era um enorme orgulho pertencer a uma Juventude Partidária e
assim contribuir para uma real melhoria das condições de vida da juventude, hoje isso é
demasiado maçador. É bastante mais apelativo a mensagem de alguns partidos político e
organizações, como por exemplo a liberalização das drogas e das casas de chuto, do que
propriamente a luta pelos valores da excelência, do mérito e do esforço. Tudo isto deve ser
uma enorme vergonha para aqueles que lutaram por uma liberdade que hoje cai do absurdo
para o ridículo.
O papel que hoje compete aos jovens é demasiado importante para ser descartado e posto
de lado pela incompetência e pelo conformismo. A factura que o futuro nos reserva é
demasiado pesada e assustadora, e teremos de ter uma geração preparada para a vencer e
transformar.
É essa a difícil mas aliciante tarefa que Portugal terá de assumir no futuro. A de preparar uma
geração que assuma o seu papel transformador e reformador para levar o nosso país a
patamares que no estado actual muito dificilmente conseguirá alcançar.
Convido todos os jovens que sintam vontade de fazer a diferença e que tenham consciência
do papel que cada um deverá assumir na sociedade, independentemente da sua cor política,
a participarem e a caminharem ao lado de uma minoria que recusa baixar os braços e que
luta incansavelmente pelo futuro da nossa geração e de Portugal.
GRUPO:PEDRO LUIS,FELIPE,ALISSON,LUCAS,WILLIAN
Valeu!!!
ResponderExcluirSó ficou faltando acrescentar uma imagem sobre o assunto.
Prof. Zé Raimundo
Este comentário foi removido pelo autor.
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ResponderExcluirDesculpa por posta depois professor.
ResponderExcluirAluno:pedro luis
Fique tranquilo, Considero a tarefa cumprida.
ResponderExcluirProf. Zé Raimundo