domingo, 2 de agosto de 2009

Qualidade de vida- A expansão da fronteira agrícola


A ocupação do solo tem, historicamente, como etapa inicial a retirada da cobertura florestal original. A vegetação nativa sempre foi considerada como uma barreira ao desenvolvimento. Pode-se observar ainda hoje traços desta maneira de se relacionar com a floresta, que remontam à época da colonização. O INCRA, por exemplo, exige a retirada de parte da cobertura florestal para que o título da mesma seja concedido em definitivo. A pecuária extensiva considerada como a desbravadora das fronteiras nacionais é responsável pela destruição de extensas áreas de florestas nativas, áreas estas sem nenhuma aptidão agropecuária que são utilizadas por alguns anos e abandonadas, em detrimento da biodiversidade local. Quando não são apenas cortadas e queimadas as florestas sofrem um processo de garimpo onde são retiradas apenas as espécies de maior valor econômico, sem nenhum planejamento causando, grandes impactos a floresta. Este trabalho tem por objetivo analisar o processo histórico de destruição das florestas tropicais inicialmente da mata atlântica (São Paulo, norte do Espirito Santo, e sul da Bahia) e que agora se voltam para a amazônia oriental. Observou-se um primeiro ciclo de remoção da vegetação original na Bahia, entre 1500 e início deste século, quando se intensifica o desmatamento no estado de São Paulo. Na década de 70 as matas da costa atlântica são reduzidas a 8% da área original, e se voltando para a amazônia. Os dados apresentados demonstram a necessidade de se buscar modelos agrícolas e de exploração mais adequados a nossa realidade e que permitam conciliar produtividade com a conservação das florestas e da biodiversidade.

Componentes: Lorena Kelly, Lorena Ribeiro e Andressa Evelyn.

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